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terça-feira, 2 de abril de 2013

Grupo de Tomarenses em viagem: Fotos



Grupo de tomarenses em rota gastronómica e cultural pelo concelho de Oleiros e participaram na procissão do Senhor dos Passos


O V Festival do Cabrito Estonado e do maranho em Oleiros, é sempre um bom pretexto para visitar este concelho do interior, na denominada zona do Pinhal Interior. As ligações das gentes de Oleiros e Sertã ( ou seja do Pinhal Interior)  com o concelho de Tomar é muito antiga. Longe vão os tempos de ranchos de gentes que saiam das suas terras, para vir para a apanha da azeitona e
outros trabalhos agrícolas na nossa região, e muitos no nosso concelho se fixaram, como funcionários públicos, bancários, e empresários de sucesso em diversos ramos de negócio, já que em tempos idos Tomar e a ligação directa pela EN 238, a partir dos Azeites de Alviobeira e a vila de Oleiros, era como um cordão umbilical que ligava os ali nascidos e criados, em busca de uma vida melhor, com Tomar, tanto ou mais com a sua capital de distrito – Castelo Branco. Dizia-se e era um facto que Tomar dos anos 60-70 tinha maior pujança económica que a cidade albicastrense. A comunidade de Oleiros que hoje faz parte dos tomarenses é muito vasta, daí que faz sempre sentido, visitar Oleiros por ocasião do seu festival gastronómico único em torno do "cabritinho estonado” e do maranho.  A nova estrada entre Oleiros e a Sertã  que já abriu ao tráfego, estando por concluir um troço junto à Cruz do Fundão (o qual ficará concluído em abril), ajuda em muito a ir muito mais rápido e cómodo visitar Oleiros, sem as malfadadas  milhentas curvas. Um grupinho de tomarenses, visitou Oleiros e não só para degustar a especialidade gastronómica concelhia, mas sim  e também para conhecer uma das Aldeias de Xisto – Álvaro que em tempos, foi sede de concelho, constituído pelas freguesias de Amieira, Sobral e Madeira, como atestam as várias cartas régias e o foral concedido por D. Manuel, em 1514.

A sua toponímia deve-se, provavelmente, ao nome de um criado, Álvaro Pires, que ficou encarregue de governar estas terras na ausência do seu senhor, que tinha ido para a guerra.
Esta pequena  freguesia situa-se a noroeste do concelho, e “beija” as águas do Zêzere. O aglomerado surge ao longo da rua central a olhar as escarpas rasgantes do rio Zêzere, conferindo-lhe características particulares no contexto concelhio. A aldeia de Álvaro integra a Rede das Aldeias do Xisto.
Deste conjunto habitacional destaca-se, além das casas solarengas, a capela da Misericórdia, imóvel classificado com valor concelhio e a Igreja Matriz.
O patrono desta freguesia é S. Tiago Maior e dela fazem parte alguns lugares: Frazumeira, Pessegueiras, Longra, Sarnadas de Baixo, Sarnadas de Cima, Pandos, Quartos de Além, Quartos de Aquém, Sendinho de Santo Amaro e Gaspalha.
A comunidade cerca de 60  habitantes permanentes e ocasionalmente ascende aos 120, pelas alturas das Festas e férias dos familiares. Tivemos a receber-nos e a servir de guia -  com formação na área agronómica mas que devido a estarmos num município mais pequeno aproveita e bem todos os recursos e acumula como técnica de comunicação da câmara de Oleiros, função que desempenha eficazmente e com provas dadas – Inês Martins, nascida e criada em Tomar, filha de pais de Oleiros e que hoje repartem a sua vida entre Tomar e a sua vila. Inês Martins, juntamente com o ex-provedor da Misericórdia –José Mateus Nunes, mostra-nos o património religioso, único, com a representação de dois cristos mortos, na igreja da Misericórdia e rapidamente damos conta que estamos no seio de habitantes afáveis e acolhedores que mantêm uma vida quotidiana, organizada com base em hábitos e ritmos tradicionais, e com uma forte  relação entre cultura e natureza
Álvaro inserido no Plano de intervenção das Aldeias do Xisto tendo como base, melhorar as condições de vida da população e,  reforçar a identidade regional, não foge à desertificação. Participar na Procissão do Senhor dos Passos num domingo de Ramos, foi para muitos tomarenses, um momento único, vivido numa aldeia quase comunitária, onde se vê sinais de preservação e que nos remete para a cultura de um povo genuíno, trabalhador e que sabe receber. Por vezes vale a pena, conhecer estas pequenas, grandes coisas, num mundo moderno e globalizado e reconhecer que a fé destas gentes foi um dos seus sentidos de vida, já que na pequena freguesia há oito imóveis de arquitetura religiosa, entre igreja e capelas.

António Freitas
Fotos do reporter António freitas
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Grupo de Tomarenses (2013)

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